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Qual é a melhor hora para publicar no Instagram?

Deu por si a pensar sobre qual a melhor hora para publicar no Instagram? Não está sozinho nisso!

Antes de desvendar o melhor horário para atingir o pico de atenção, não se esqueça que cada conta no Instagram tem um público distinto, com localização, preferências e número de seguidores diferente.

Nos últimos dois anos, o Instagram ultrapassou os users de twitter, mundialmente. Atualmente, mais de 200 milhões de utilizadores do Instagram visitam, no mínimo, um perfil comercial por dia e 60% das pessoas afirmam descobrir novos produtos no Instagram.

São mais do que razões para apostar nesta rede social, mas existem outras vantagens, nomeadamente para contas B2B:

  • Aumento de Vendas
  • Aumento do Brand Awareness
  • Aumenta o tráfego para o website principal
  • Aumenta a satisfação do cliente
  • Pode ser usado para atrair e estimular a relação com influencers
  • Gera maior interação entre clientes e marca
  • Aumenta a notoriedade da marca

 

Globalmente falando, os dias de maior interação de utilizadores da rede social Instagram são os Sábados e Domingos.

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Mesmo que os seus seguidores sejam maioritariamente adolescentes e jovens adultos, os dias de semana, por norma, estão preenchidos com aulas, reuniões, encontros com amigos e hobbies. Apesar de sobrar sempre tempo para o scroll e para espreitar o que é que andam a fazer os nossos amigos, o nível de atenção é inferior durante o horário laboral

Por falar em nível de atenção, no Instagram o nível de atenção e interação é superior aos Domingo entre 14 e as 18 horas. 

As melhores horas para publicar em contas pessoais de Instagram são à hora de almoço, das 12 às 14 horas e ao final da tarde, depois da hora de trabalho, das 19 às 22 horas.

Mas não há nada como estudar caso a caso! A utilização de ferramentas estatísticas da própria aplicação, como o Instagram for Business é uma boa ajuda para afinar a hora de publicação. Para ter acesso a essa opção, basta aceder às opções da sua conta e transformar a conta em perfil público/comercial.

Outras ferramentas com limitações ou pagas, como a Iconosquare ou Webstagram, estudam o comportamento da conta e dos seguidores para indicar as melhores horas para interação. Ou, porque não… usar uma folha de excel e fazer o seu próprio controlo e testes regulares? Continua a ser a minha ferramenta de eleição.

Com a atualização de algoritmos, como a substituição da ordem cronológica por um algoritmo que dá prioridade às publicações com maior envolvimento, significa que quantos mais gostos e comentários as suas fotografias receberem, mais visibilidade será dada à sua conta.

Se estiver apto a gerar muito engagement logo após a publicação, isto indica que o seu post é de qualidade, com capacidade de envolvimento, e por isso, subirá para o topo do feed dos seus seguidores, criando mais visibilidade.

Existem muitas formas de aumentar o envolvimento no Instagram, mas uma delas é utilizar a melhor hora para publicar no Instagram, mas existem outras:

  • Comece por estudar o perfil dos seus seguidoresTudo depende dos hábitos dos seus seguidores. Se tiver um negócio relacionado a jogos online, por exemplo, é muito provável que o seu público tenha hábitos mais noturnos.
  • Publique em horário pós laboralDe acordo com a minha experiência na Marketing 360, as melhores horas para publicar em contas de negócio no Instagram são à hora de almoço (das 12 às 14 horas) e ao final da tarde, depois da hora de trabalho (das 19 às 22 horas). Olhe para si, quando é que passa mais tempo no Instagram? Se é durante o horário laboral e não trabalha em social media é possível que o chefe lhe pergunte porque passa tanto tempo no telemóvel. Deixe-se disso!
  • Aposte nos fins-de-semanaSe for para uso pessoal, não há dúvidas de que terá melhores resultados. Para uso empresarial, é comum que empresas B2C (Business to Consumer, ou seja, empresas que trabalham diretamente com o consumidor final) tenham mais sucesso aos Sábados e Domingos, já que os clientes das B2C costumam investir o seu tempo de lazer para fazer pesquisas e compras online. Já as empresas B2B (Business to business, isto é, empresas que vendem para outras empresas) não apresentam tanto rendimento com conteúdo ao fim-de-semana, já que a maioria dos seus clientes são empresas que funcionam de Segunda a Sexta-feira e estão encerradas ao Sábado e Domingo.
  • Evite as três da tarde, mas não tema os testesOs dias úteis, entre as 15 e 16 horas, são por norma os dias em que há menos envolvimento, porque grande parte parte dos utilizadores está a trabalhar ou ocupados. No entanto, há casos de empresas que têm sucesso neste horário. Teste, teste e teste!
  • As ferramentas existem para o ajudar: Ferramentas como a Linktree podem ajudar, e muito. Trata-se de uma ferramenta agregadora de links que permite que inclua uma árvore de links na bio do Instagram, aumentando significativamente as possibilidades de gerar tráfego e conversões a partir do Instagram, sem ter que estar a alterar o link da bio constantemente. Outra ferramenta excelente é o Canva. É um serviço online que tem como objetivo ser uma ferramenta descomplicada para criação de peças de design e posts para a sua conta de Instagram.

 

E porque há vida além do Instagram, ficam algumas dicas para outras redes sociais:

  • O melhor horário para publicar no Twitter é de 13h às 15h.
  • Menos é mais! Tweets curtos geram maior engagement.
  • O melhor horário para publicar no Facebook é das 13 às 17 horas.
  • horário de pico no Facebook é às 15 horas, principalmente às quartas-feiras.
  • Terças e quintas são os dias em que as redes sociais recebem maior tráfego de pessoas de negócios.
  • O melhor horário para postar no Tumblr situa-se entre 19 e as 22 horas, em dias úteis.
  • O melhor horário para publicar no Pinterest é das 14 às 16 horas e das 20 às 23 horas, em dias úteis.
  • No Pinterest, fotografias que não apresentam rostos humanos têm 23% de maior probabilidade de serem partilhadas.
  • O melhor horário para apostar no Google+ é das 9 às 11h, em dias úteis.
  • O engagement no Twitter é 14% maior em dias de semana.
  • O engagement no Facebook é 32% maior em fins-de-semana.
  • No Facebook, a Sexta-feira é o dia da semana que apresenta maior engagement.
  • No Twitter, Segunda e Terça-feira são os dias da semana que apresentam maior engagement.

Por fim, é recorrente surgir dúvida entre optar por uma conta pública ou privada para representar a nossa marca. Eis algumas conclusões. Conta pública ou privada? Na verdade, optar por uma conta privada, não limita o que é possível fazer. Limita sim quem poderá ter acesso ao conteúdo da página. Se o objetivo for atingir um número elevado de pessoas, optar por conta pública. Além disso, dá acesso a estatísticas importantes.

A conta privada não permite que a página seja encontrada em publicações com hashtags e que os seus seguidores enviem ou identifiquem outras pessoas no post. Ir dos 0 aos 2000 seguidores é, naturalmente, mais difícil do que passar dos 2000 aos 5000.

A credibilidade e força de uma página aumenta à medida que o número de followers cresce. Uma conta com um bom número de seguidores é associada a uma conta com conteúdo de qualidade.

Ter uma conta pública com mais de 30 publicações de qualidade; com regularidade; consistência de cor, tipo de grafismo e conteúdo; apostar em seguir pessoas que seguem páginas concorrentes = aumento do ratio.

Analise as estatísticas da sua página e perceba se está a fazer um bom trabalho.

Partilhe a sua opinião connosco.

 

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Dicas de SEO para optimizar o seu website

O Search Engine Optimization (SEO) são um conjunto de técnicas utilizadas dentro do website, com o intuito de melhorar o posicionamento do mesmo, na página de resultados do motor de pesquisa. Neste post, deixamos algumas dicas de SEO que o podem ajudar a optimizar o website.

 

  1. Backlinks

Os backlinks são links de sites externos para o seu website e vice-versa. São importantes, uma vez que os motores de busca partem do princípio de que se um website é útil para um utilizador, se o link do mesmo aparecer em vários websites. Por isso, pode e deve optar por contactar outras empresas ou até mesmo outros websites de referência, e fazer esta troca de links. A mesma pode ser feita através de patrocínios, comentar em outros blogs, guest posts ou até publicidade.

 

  1. Utilizar palavras-chave longas (long tail keywords)

A maior parte das pessoas cai no erro de achar que as palavras-chave curtas são mais bem posicionadas, porém a ideia é a contrária. As palavras-chaves longas são preferíveis às curtas, dado que tem menor concorrência e assim aparecem mais bem posicionadas no motor de pesquisa. É importante que seja preciso nas suas palavras-chave, para atrair o público certo para o conteúdo certo. Procure usar palavras-chave com três ou mais palavras, que permitam assim formar uma frase curta, isto permite que a pesquisa segmentada dos utilizadores vá dar rapidamente ao pretendido.

 

  1. Velocidade de carregamento otimizada

O seu website tem que ser capaz de responder com alguma rapidez, uma vez que isso tem um impacto direto no posicionamento orgânico nos motores de pesquisa. Associado a essa rapidez, está a boa experiência vivida pelo utilizador, dado que o mesmo não espera mais do que 5 segundos para visualizar um certo conteúdo. Deve utilizar ferramentas que lhe permitam analisar a rapidez do seu website, um exemplo é o PageSpeed Insights.

 

  1. Crie conteúdos com regularidade

Criar conteúdo com regularidade é muito importante, uma vez que isso tem interferência com o seu posicionamento. Esta é uma das dicas fundamentais para optimizar o seu website. Se criar conteúdo com frequência, o motor de busca vai ter que pesquisar e assim indexar com regularidade, bem como atrair mais visitantes para o seu website. Aliado a isto, procure também criar conteúdo relevante, que vá ao encontro das necessidades do seu público, sendo o mais direto e eficaz possível.

 

  1. Optimize o seu website para dispositivos móveis

Hoje em dia, a maioria das pessoas com acesso à internet, acede à mesma mais frequentemente através de dispositivos móveis. É mais fácil para um utilizador aceder à internet através deste tipo de dispositivos, como o telemóvel, do que através do computador. Por isso, é essencial optimizar o seu website para que o mesmo seja de fácil utilização através destes dispositivos.

 

  1. Escreva títulos e descrições únicas

No momento dos utilizadores entrarem num website, o título é um ponto chave, dado que os pode convencer a entrar ou não. Procure ser original nos títulos e até mesmo nas descrições. Os utilizadores procuram informação que os cative, porém tenha atenção para que a mesma não seja muito longa e/ou vaga.

 

Ainda tem dúvidas acerca do SEO, como o mesmo funciona e como pode optimizar o seu website? Inscreva-se no nosso curso teórico-prático de Marketing Digital, Branding, Publicidade e Redes Sociais. Promoção 199€ com acesso a todos os módulos em vídeo-aulas, e-book e sessões de dúvidas. Saiba mais.

 

 

O que achou das nossas dicas de SEO para optimizar o seu website? Partilhe connosco a sua opinião.

 

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Como funciona o Instagram Shopping?

Ainda não sabe como funciona o Instagram Shopping? Não se preocupe, reunimos algumas informações que o podem ajudar.

 

O Instagram é, hoje em dia, uma das redes sociais mais populares entre o público. Consequentemente, tem vindo a desenvolver mais funcionalidades para aproximar as empresas do público e, agora mais recentemente a plataforma de vendas Instagram Shopping.

 

O que é o Instagram Shopping?

O Instagram Shopping permite vender através da própria aplicação. Com esta nova funcionalidade torna-se mais fácil a divulgação de produtos, uma vez que quando o cliente clicar na fotografia do produto desejado, a aplicação lhe mostra logo o preço do mesmo e o redireciona para o site, para assim o visualizar e/ou comprar.

Porém, é importante testar primeiro esta funcionalidade, uma vez que o sucesso da mesma depende do tipo de negócio, produto e até do consumidor-alvo. A mesma para alguns negócios pode vir a tornar-se um sucesso e para outros ser totalmente dispensável.

 

Como funciona o Instagram Shopping?

A ideia é os clientes poderem disfrutar de uma boa experiência através da navegação do Instagram, dado que a aplicação permite que os consumidores ampliem as fotos dos produtos, consultem os valores dos mesmos e rapidamente acedam ao carrinho de compras do site, à distância de um clique.

Para além de poder configurar a sua loja no Instagram, pode também postar fotografias dos seus produtos no feed, e marcar o nome e o preço dos mesmos.

A funcionalidade aparece da seguinte maneira:

Na secção loja, o cliente pode visualizar e explorar todos os produtos que a marca associou ao seu Instagram.

Quando clicar no produto, o link direto para o website aparece imediatamente. Depois deste passo, é possível a empresa trabalhar de duas maneiras diferentes:

 

 

  1. O cliente vai diretamente para o carrinho de compras com o produto adicionado, para assim proceder ao pagamento;
  2. O cliente vai para a página do produto, onde lhe são apresentados todos os detalhes do mesmo, e a opção de adicionar ao carrinho de compras.

 

 

Neste caso, a marca optou por apresentar os detalhes do produto, em vez de adicioná-lo logo ao carrinho de compras.

Como configurar o Instagram Shopping?

Para a configuração do Instagram Shopping, é primeiro necessário seguir alguns requisitos:

  • A conta do seu Instagram necessitar ser comercial ou de criador de conteúdo. Para isso basta ir às definições da sua conta e alterar, caso ainda não o tenha feito;
  • O negócio necessita estar presente na lista de mercados suportados;
  • Garantir que o seu negócio tem à venda produtos físicos, isto porque esta funcionalidade não está disponível para serviços ou produtos digitais.
  • É necessário haver uma conexão entre a sua página do Instagram e a página do Facebook. Para tal, basta ir às definições do seu Facebook e na lateral esquerda irá aparecer a aba “Instagram”. Deve assim fazer o login da sua conta do Instagram e terá as duas contas conectadas.
  • A sua conta do Instagram deve estar conectada a um catálogo do Facebook, para isso deve usar o gerenciador de anúncios do Facebook ou o Business Manager do Facebook.
  • Atenção aos produtos proibidos! O Instagram não permite que na aplicação sejam comercializados certos produtos, tais como: automóveis e combustíveis, produtos sexuais, álcool, animais, tabaco, drogas, suplementos, armas, cartões de oferta, entre outros.

 

Como ativar o Instagram Shopping?

Após cumprir todos os requisitos mencionados anteriormente, poderá assim ativar o seu Instagram Shopping. É apenas necessário ativar as compras, interligando-o com o seu catálogo de produtos já criado.

Este é um processo muito simples, e para tal basta no seu Instagram aceder a Definições > Negócio > Compras para proceder à ativação do Instagram Shopping. Em seguida, carrega no botão “Começar” e selecione o catálogo de produtos já criado previamente. Por fim, basta clicar em “Enviar para Revisão” e a nova funcionalidade estará pronta, assim que o Instagram aprovar o seu pedido.

Caso o Instagram reprove o seu pedido, reveja se cumpriu todos os requisitos mencionados atrás.

 

Pronto para usar e abusar desta funcionalidade?

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5 Razões pelas quais o E-mail Marketing é importante para o seu negócio

Muitas empresas já aderiram ao e-mail marketing e utilizam-no com o objetivo de estabelecer e/ou manter relações diretas e pessoais com a sua base de dados. Esta ferramenta sendo bem utilizada pode ser muito útil e uma boa estratégia de marketing digital para o seu negócio.

 

Mas o que é o E-mail Marketing?

É uma estratégia de comunicação para se conectar com os seus clientes ou potenciais clientes. Por isso, toda a comunicação que acontece através do e-mail entre as empresas e os seus clientes, é parte da estratégia deste tipo de ferramenta.

Se ainda não está convencido de que o e-mail marketing é essencial para a sua empresa, deixamos-lhe aqui algumas razões:

  1. Pessoal e personalizável

Hoje em dia, faz muita diferença as pessoas receberem um e-mail onde são chamadas pelo seu nome, e cuja empresa já tem algumas informações acerca da pessoa em questão.

Através do e-mail marketing, pode personalizar e segmentar os e-mails para cada cliente de forma muito simples. Ou seja, pode dirigir-se às pessoas individualmente, e também direcionar alguns assuntos para determinados clientes. Isto irá certamente trazer mais engagement para o seu conteúdo.

 

  1. Mais eficiente na aquisição de clientes do que as redes sociais

As redes sociais são uma componente muito importante nas estratégias de marketing, principalmente porque são um canal de interação com o público o que permite fortalecer os relacionamentos pessoais. No entanto, o e-mail marketing consegue ganhar, no sentido de converter as pessoas em clientes.

As redes sociais são ainda um “terreno” instável, no entanto a combinação entre redes sociais e e-mail marketing pode levar a ótimos resultados.

 

  1. Económico

Este tipo de estratégia de comunicação permite que as empresas consigam atingir um grande número de pessoas, a um preço muito baixo por cada mensagem. Através da correta utilização desta ferramenta, o seu custo-benefício e o seu ROI (Retorno Sobre Investimento) poderão vir a aumentar em cada campanha de marketing.

 

  1. Plataforma utilizada por quase toda a gente

Segundo a Fourth Source, 92% dos utilizadores da Internet têm pelo menos 1 conta de e-mail. E em média, de acordo com a Mashable, as pessoas veem o seu e-mail 15 vezes por dia, por isso a probabilidade de verem uma campanha de e-mail marketing é alta. Assim, ao ser uma plataforma usada diariamente por tantas pessoas, torna-se uma estratégia de comunicação que pode ser muito benéfica para a sua empresa.

 

  1. Mensurável

Com esta ferramenta, consegue acompanhar em tempo real, através de várias métricas, a sua campanha de e-mail marketing. Pode ver quantas pessoas abriram o seu e-mail, quantas vezes clicaram no(s) link(s) que estava(m) incluído(s) no e-mail e quantas pessoas se inscreveram.

Isto é muito importante, uma vez que através desta mensuração, pode perceber se a sua campanha foi ou não bem-sucedida.

 

Já utiliza o e-mail marketing a seu favor? Partilhe connosco a sua opinião.

 

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Principais tendências de Marketing Digital para 2021

O ano de 2021 já começou. Gostava de estar a par das principais tendências para este ano? Reunimos algumas tendências que o podem ajudar!

A pandemia da Covid-19 levou a que muitas empresas tivessem que se reinventar e consequentemente a algumas transformações no Marketing Digital. Por isso, é importante ficar por dentro das novas e principais tendências, para as implementar na sua estratégia de marketing digital.

 

  1. Reels no Instagram

O consumidor de hoje em dia, tende a preferir vídeos curtos com conteúdo relevante. Em 2020, com o crescimento significativo do Tik Tok esta ideia veio reforçar-se ainda mais, mostrando que este tipo de formato é aprovado pela maioria da população.

Os Reels são vídeos curtos, com duração entre 15 a 30 segundos, e são uma tendência que deve ser acompanhada de perto este ano, porque também ela está a crescer e a tornar-se uma ferramenta importante para as empresas. Muitas marcas já aderiram para promoveram os seus serviços/produtos.

 

  1. Chatbots

Hoje em dia, já muitas empresas aderiram ao Chatbot no seu site ou loja online, no entanto quem não o fez, neste ano deve implementá-lo.

O Chatbot é uma ferramenta que permite melhorar o relacionamento com os clientes, ou seja, é um robot que serve como substituto a um colaborador no atendimento ao cliente.

Esta ferramenta é considerada tão eficiente quanto um consultor humano, basta a empresa programar perguntas e respostas para interagir com o cliente. Prevê-se que até 2025, o seu aumento anual seja de 24%.

 

  1. Lives e Webinars

Antes da pandemia, os live vídeos já contavam com muitas visualizações, no entanto o confinamento veio trazer a este tipo de interação ainda mais destaque. Tornou-se uma das principais formas de comunicação com o público, de empresas e influenciadores digitais.

Os webinares vieram também ganhar mais público, através de por exemplo masterclasses, sendo uma excelente forma de humanizar experiências entre as empresas e os seus clientes.

 

  1. Micro influencers

Os influenciadores têm sido uma tática de marketing cada vez mais utilizada pelas empresas e tem vindo a mostrar-se muito benéfica. Inicialmente, a ideia era que se devia apostar em macro influenciadores, porém além de ser uma parceria cara, a mesma não chegava aos resultados pretendidos.

Começou assim a apostar-se mais em micro influenciadores, ou seja, em influenciadores que têm entre 1000 a 100.000 seguidores. Isto porque, oferecem seguidores mais fiéis e possuem um nicho de mercado mais específico, ao contrário dos macro influenciadores.

 

  1. Criação de conteúdos interativos

O conteúdo interativo sempre foi fundamental no Marketing Digital, porém em 2021 o mesmo está a tornar-se ainda mais importante. Não só porque as marcas precisam de criar conteúdos que se destaquem, mas porque é importante criar um envolvimento humano.

Para isso, as lives não são o único conteúdo interativo que pode ser estrategicamente utilizado, pode e deve apostar em por exemplo sorteios e inquéritos, sobretudo para reter a atenção da sua audiência e aumentar o seu engagement

 

  1. Clubhouse

A nova rede social ainda agora chegou e já está a ser um sucesso. Se quiser saber como funciona e como receber convite, temos um post no blog a explorar esse assunto.

É certamente uma tendência para este ano, e já vários influenciadores e empresas aproveitaram esta rede social para atrair seguidores e falar sobre assuntos relevantes para a sua audiência.

 

Partilhe a sua opinião connosco e diga-nos quais as tendências que tenciona adotar este ano.

 

Autora

Clubhouse: como funciona a nova rede social e como receber convite

Já conhece a rede social do momento? Chama-se Clubhouse e a vontade de conversar é o que une os seus utilizadores.

Assistimos a um híbrido entre aquilo que são podcasts, combinados com verdadeiras conferências em direto para quem se quiser juntar para ouvir e… participar. Um misto entre rádio e televisão.

Antes de mais, e o mais importante, é que de momento a rede social só está disponível na App Store. Isto significa que só a pode utilizar se for utilizador de iPhone (também funciona no iPad, mas não está adaptada às dimensões do ecrã). De qualquer forma, a versão para Android já esteja a ser desenvolvida. Aguarde uns dias!

Outro pormenor primordial é que precisa de convite para ingressar nesta nova aplicação. E para isso é necessário que um dos seus contactos já esteja registado na rede social e tenha um convite disponível para te enviar. Cada utilizador inicia com dois convites. Até lá, pode instalar a app, definir o nickname e ficar em lista de espera. Assim que alguma alma caridosa aprove o seu registo, conseguirá entrar e também receberá imediatamente dois convites para convidar mais amigos a entrar (ou aceitar o s que estão em lista de espera).

No Clubhouse não há espaço para fotografias (a não ser a de perfil), nem vídeo. O ex-libris de outras redes! A comunicação é toda feita em áudio ao vivo, não havendo sequer a possibilidade de enviar mensagens a outros utilizadores nem gravar ecrã. Se o fizer a aplicação é notificada e pode ser suspenso. Depois de criada a conta, pode acumular seguidores e pode seguir outras pessoas, bem como aderir a salas de conversação e ser notificado do início de conversas que lhe interessem.

A ideia é entrar numa sala onde estará um anfitrião, moderadores e pessoas a assistir ao mais variado tipo de conversas, desde moda, tecnologia, política ou assuntos do dia-a-dia. A qualquer momento pode carregar em “levantar a mão” e juntar-se à discussão se isso lhe for permitido. Embora tenha sido lançada em março de 2020, só no início de 2021 começou a atingir números relevantes. Se em janeiro contava com 600 mil utilizadores, hoje são mais de 6 milhões. Um tweet de Elon Musk sobre a rede social também ajudou a impulsionar o seu sucesso. Neste momento é a app gratuita mais descarregada na App Store em Portugal. Por enquanto não existe publicidade no Clubhouse.

Para o aparente sucesso têm contribuído as presenças da apresentadora Oprah Winfrey, do humorista Chris Rock e do CEO da Web Summit, Paddy Cosgrave. Por lá também já passaram algumas caras rivais como Jack Dorsey (CEO do Twitter) e Mark Zuckerberg (CEO do Facebook).

 

Quer saber mais sobre a aplicação e compreender como a pode usar para melhorar a comunicação do seu negócio? Inscreva-se no nosso curso de Marketing Digital & Social Media. Promoção €249,99. Saiba mais ⬇️

 

 

Mas nem tudo são rosas. Na semana passada, o debate sobre a privacidade e a proteção de dados veio à tona, com o Stanford Internet Observatory a reportar falhas de segurança que deixaram os dados dos utilizadores à mercê do governo chinês. Aliás, o Clubhouse está bloqueado na China, mas podem ainda existir utilizadores chineses com acesso à app para recolha de informações. Como conseguimos confirmar, a aplicação já não pode ser descarregada da App Store na China, onde estava disponível desde outubro passado, após um breve bloqueio em setembro, seis meses após o lançamento da versão beta.

Qual é a sua opinião sobre o Clubhouse?

 

 

E agora, o que vão fazer os influenciadores digitais?

Se é verdade que a pandemia deu força ao comércio eletrónico, não é menos verdade que arruinou (espera-se que temporariamente) uma das novas profissões com maior crescimento mundial nos últimos três anos, os influenciadores digitais.

Previa-se que este fosse o ano de solidificação e glória do marketing de influência. A previsão saiu furada, tal como as previsões dos astrólogos para 2020. Num dia cobram 3500 euros por uma publicação no Instagram e no outro já estão sem dinheiro para encomendar uma pizza. De um dia para o outro, o consumismo caiu a pique e as marcas deixaram de saber como comunicar para um consumidor desconfiado e completamente privado da sua liberdade. Um dos setores mais afetados foi o turismo, curiosamente, setor onde incide a maior fatia de influenciadores nas redes sociais. Deixou de fazer sentido publicar aquela fotografia fantástica a promover um resort em Cancún. Os aviões estacionaram e as fronteiras fecharam. Ninguém acredita que aquele influencer foi de barco a remos até lá e parece que publicar um #trowback não vende. A cultura e o estilo de vida que promovem estes millennials levará tempo a regressar. Além disso, não faltam casos de instagrammers que não perceberam a sensibilidade de fazer determinadas publicações em tempos de confinamento e apostaram em posts com férias, festas e aglomerações. Os resultados foram catastróficos, com marcas a denunciar contratos milionários e milhões de seguidores a destilar ódio nas suas páginas.
Bem, mas o verdadeiro desafio coloca-se por outra razão. As pessoas mudaram. Em poucos dias, abrandaram o ritmo de vida e é um facto que isso trouxe inúmeros benefícios sociais e planetários, à exceção da economia. As empresas descobriram que os trabalhadores são mais eficientes a trabalhar a partir de casa, as famílias perceberam que união era o ingrediente que faltava na receita caseira e os jovens chegaram à conclusão que é possível passar tempo de qualidade perto de casa e podem usar o carro apenas para fazer viagens essenciais. Aliado a isto, muitas famílias perceberam que ter uma boa poupança é fundamental para enfrentar épocas atípicas como a que estamos a passar. Em lay-off não há margem para gastar centenas ou milhares de euros naquela máquina milagrosa anti olheiras que a influencer está a promover ou encomendar duas paletes de suplementos alimentares com o cupão POUPASSES10.
Estou certo de que melhores dias virão e os influenciadores digitais são os soldados da linha da frente para trazer a normalidade às pessoas, que tanto tempo têm passado a olhar para o ecrã, mas que parece que aprenderam a distinguir o genuíno e real, do comercial e falso.

Recibos verdes em 2019: o que muda?

Se é trabalhador independente está obrigado a emitir recibos verdes. As Finanças disponibilizam três modalidades com fins diferentes. Conheça aqui as novas regras da Segurança Social para os recibos verdes. O novo regime contributivo dos recibos verdes entrou em vigor em janeiro de 2019. Alteraram-se as taxas, os prazos e a forma de apuramento e de entrega da declaração de rendimentos dos trabalhadores independentes.
Como sabemos os trabalhadores independentes são obrigados a emitir fatura, recibo ou fatura-recibo de todas as importâncias recebidas pelas transmissões de bens ou prestações de serviços. Todos estes documentos, antigamente conhecidos como recibos verdes, são emitidos através do Portal das Finanças.
Uma das dúvidas dos trabalhadores independentes é saber qual a diferença entre estes três tipos de recibos verdes e qual o documento a emitir em cada uma das situações. Na prática, a principal diferença entre estes três modelos (fatura, recibo e fatura-recibo) prende-se com o momento do recebimento do valor estipulado para a prestação de serviço ou transmissão de bens.

As Finanças disponibilizam ainda uma quarta possibilidade destinada aos contribuintes que, apesar de não terem atividade aberta, têm uma oportunidade única de obter rendimentos extra em regime freelancer: o ato isolado. De acordo com o artigo 3º do Código do IRS, “consideram-se rendimentos provenientes de atos isolados os que não resultem de uma prática previsível ou reiterada”. Para realizar um ato isolado, deverá aceder a esta mesma área e escolher a opção “ato isolado”.

Novas regras da Segurança Social para os recibos verdes

Para facilitar, resumimos as novas regras aplicadas pela Segurança Social para os recibos verdes em 10 pontos. A saber:

  1. O apuramento é trimestral, ou seja, a contribuição a pagar à Segurança Social no 2.º trimestre do ano é calculada em função da faturação do 1.º trimestre, e assim sucessivamente.
  2. Os recibos verdes têm de entregar as declarações trimestrais em janeiro, abril, julho e outubro de cada ano.
  3. As declarações são entregues através do site da Segurança Social Direta.
  4. Depois de declarar a faturação real, pode diminuir ou aumentar a faturação até 25%, em intervalos de 5% (5%, 10%, 15%, 20% ou 25%).
  5. As taxas baixam para 21,4% (trabalhadores independentes) e 25,2% (empresários em nome individual).
  6. pagamento é efetuado entre o dia 10 e 20 de cada mês.
  7. A taxa incide apenas sobre 70% do rendimento relevante. Tratando-se de produção e venda de bens ou restauração baixa para 20%.
  8. Isenções para faturação inferior a € 2450,86 (4 x IAS = 2450,86 x 70% / 100).
  9. Contribuiç​​​​​​ão mínima de € 20 por mês, mesmo sem rendimentos declarados.
  10. Isenções para rendimentos de alojamento local e produção de energia para autoconsumo.

Entrega trimestral de declarações de rendimentos

A grande novidade do novo regime contributivo dos recibos verdes é o apuramento trimestral das contribuições devidas à Segurança Social. Este método de cálculo é mais exigente do ponto de vista declarativo, mas mais justo no que respeita à contribuição a pagar a cada momento, adaptando-se à realidade económica do trabalhador.

Meses de entrega das declarações trimestrais

O primeiro momento declarativo é já em janeiro de 2019, referente à faturação de outubro, novembro e dezembro de 2018. É com base nesta declaração que será apurada a contribuição a pagar em janeiro, fevereiro e março de 2019.
O preenchimento e a emissão da fatura, do recibo e da fatura-recibo efetuam-se no Portal das Finanças. Para emitir um recibo verde eletrónico, deverá:

  1. Aceder ao “Portal das Finanças”;
  2. Clicar em “Serviços Tributários”;
  3. Ir a “Cidadãos”;
  4. Escolher “Obter”;
  5. Entrar em “Recibos verdes eletrónicos”;
  6. Autenticar-se, colocando número de contribuinte e senha de acesso;
  7. Clicar em “Emitir”;
  8. Escolher a modalidade que pretende (fatura, fatura-recibo ou recibo).

A fatura, o recibo e a fatura-recibo são emitidos em duplicado, destinando-se o original ao cliente e o duplicado ao arquivo do titular do rendimento.
Em abril, os recibos verdes voltam a preencher nova declaração com os valores faturados em janeiro, fevereiro e março de 2019, que servirá para apurar a contribuição de abril, maio e junho de 2019. As outras duas declarações são enviadas à Segurança Social em julho (faturação de abril, maio e junho) e outubro (faturação de julho, agosto e setembro).

Quem está isento?

Estão isentos de contribuições as pessoas que tenham um rendimento relevante mensal médio inferior a 4 x IAS. Como apenas 70% das remunerações são consideradas para efeito de cálculo da contribuição, e considerando o valor da IAS de 2018 (€ 428,90), ficam isentos os trabalhadores independentes com rendimentos abaixo dos € 2450,86.

Contribuição mínima

O novo regime contributivo da Segurança Social para os recibos verdes prevê uma contribuiç​​​​​​ão mínima de € 20 por mês, mesmo sem rendimentos declarados. Ao fim de 12 meses a pagar € 20 o trabalhador fica isento de contribuições.

Rendimentos isentos de contribuições

Os trabalhadores independentes cuja atividade consista, exclusivamente, em arrendamento urbano para alojamento local, deixam de estar obrigados a fazer contribuições para a Segurança Social. Mas apenas se se tratar de arrendamento de moradia ou apartamento. Os estabelecimentos de hospedagem (como os hostel) não estão dispensados de fazer descontos.
Também não são considerados no apuramento do rendimento relevante dos trabalhadores independentes, para além dos resultantes do alojamento local, os seguintes:

  1. Produção de energia para autoconsumo;
  2. Subvenções ou subsídios ao investimento;
  3. Provenientes de mais-valias;
  4. Rendimentos provenientes de propriedade intelectual ou industrial.

Prazo de envio da declaração

O prazo de envio da declaração trimestral é de 1 a 31 de janeiro, abril, julho e outubro.

Preenchimento e Emissão da fatura

O preenchimento e a emissão da fatura, do recibo e da fatura-recibo efetuam-se no Portal das Finanças. Para emitir um recibo verde eletrónico, deverá:

  1. Aceder ao “Portal das Finanças”;
  2. Clicar em “Serviços Tributários”;
  3. Ir a “Cidadãos”;
  4. Escolher “Obter”;
  5. Entrar em “Recibos verdes eletrónicos”;
  6. Autenticar-se, colocando número de contribuinte e senha de acesso;
  7. Clicar em “Emitir”;
  8. Escolher a modalidade que pretende (fatura, fatura-recibo ou recibo).

A fatura, o recibo e a fatura-recibo são emitidos em duplicado, destinando-se o original ao cliente e o duplicado ao arquivo do titular do rendimento.
Com a parceria:

Acompanhe outros artigos sobre finanças e economia de Cristiano Lucas em Finanças Simples.

Quanto ganha um influenciador digital?

Youtubers, instagramers e bloggers começam a dar lugar ao termo digital influencers. Exatamente pela forma como inspiram quem os segue, despertando o investimento das marcas nas suas páginas. A atividade está em expansão e, segundo os entendidos, será das mais procuradas no futuro e não faltam exemplos de sucesso.

De acordo com um estudo feito pela SocialChorus, a aposta em campanhas de marketing de influência pode originar um engagement 16 vezes maior do que a publicidade paga em meios de comunicação. Além disso, a agência Tomoson descobriu que as empresas geram, em média, €6,00 em receita por cada €0,90 investido em Marketing de Influência e que 13% dessas empresas lucram €18,00 ou mais por cada €1,00.
É possível concluir que, atualmente, esta é a forma mais rentável de publicidade, gerando um alto ROI.

E existem curiosidades interessantes que comprovam a importância dos influenciadores digitais. Sabia que (quase) ninguém os bloqueia nas redes sociais? Não estamos a falar apenas no bloqueio “tradicional”, por não gostar do que está a ser feito pela pessoa, mas também o bloqueio por AdBlockers. Cerca de 50% dos utilizadores de internet utilizam algum bloqueador de anúncio.  Com influenciadores, o anunciante não está a pagar pela possibilidade de alcançar um público-alvo – o investidor está a comprar um caminho direto para a conversão, desde que a marca em questão tenha feito uma pesquisa de mercado sólida para determinar o influenciador que representa a sua marca. A confiança já foi estabelecida, e o longo alcance dos influenciadores pavimenta o caminho.

Mas há mais… Muitas empresas estão, finalmente, a perceber que o marketing de influência origina clientes muito mais valiosos do que outras táticas, por uma simples razão: o famoso “boca a boca”. Não há um caminho mais eficiente para a conversão e os influenciadores com audiências leais não têm limitações ao criar buzz significativo para produtos e marcas que gostem.

Em relação a valores, é claro que cada caso é um caso, mas existem médias definidas por estudos. Segundo a Bloglovin, tendo como amostra cerca de 2.500 influenciadores, os valores por canal são os seguintes:

  • Instagram: 84% dos influenciadores cobram até €250 por post. 97% cobram menos de €500 para publicar um post de determinada marca no Instagram.
  • Facebook: 90% cobram até €230 por post. 97% cobram menos de €100 para publicar um post de determinada marca no Facebook.
  • Twitter: a grande maioria cobra menos €150 por tweet.
  • Blogs e Vlogs: 87% dos influenciadores cobram até €480 por publicação. Cerca de 96% cobram menos de €1000 para realizarem um artigo patrocinado.

De acordo com a relação qualidade/preço, não há dúvidas que o Instagram segue na frente. Como será no futuro?

O festival que afinal só existiu nas redes sociais

Não deixa de ser irónico um dos assuntos do momento nas redes sociais ser um promissor festival que nasceu, cresceu e morreu na internet, o Fyre Festival. Uma das maiores fraudes do século que recorreu às tecnologias e aproveitou a crescente insensatez dos jovens que, cada vez mais, confiam incondicionalmente nos conselhos de figuras públicas na internet.

O (suposto) festival foi apresentado ao mundo através de um vídeo promocional de alta qualidade e, em seguida, promovido por personalidades com milhares de seguidores no Facebook e Instagram.


Este fluxo de comunicação criou um enorme buzz nas redes sociais e essa foi a principal razão para os bilhetes esgotarem em poucos dias. Os promotores anunciavam concertos incríveis e luxuosas condições numa ilha nas Bahamas. Antes do evento ter início, as pessoas que colocavam questões à organização no Twitter e Instagram, viam-nas instantaneamente apagadas, o que não era um bom presságio. A organização previa um falhanço a vários níveis, mas decidiu continuar. As agências de marketing, contratadas à distância, continuaram o seu excelente trabalho, sem perceber o que realmente se estaria a passar no terreno.
O valor extravagante do pacote completo, cerca de 10 mil euros, e do bilhete diário, que custava cerca de 500 euros, prenunciava um evento de luxo. Era prometido um jato privado, comida gourmet e alojamento de qualidade. No dia do evento, o terror começou. Não existiam voos de regresso, o jantar resumiu-se a sandes com duas fatias de queijo e o alojamento, previamente anunciado como sendo luxuoso, não passava de um conjunto de tendas enlameadas onde os participantes tiveram de improvisar os seus próprios colchões.

Fotografias e vídeos do que se estava a passar começaram a inundar a internet. O festival estava, definitivamente, arruinado. Este caso aponta para a vitória do anonimato sobre influenciadores de grande dimensão, quando o assunto é informação de qualidade e confiança.
Lado a lado com as irritantes fake news, criadas e propagadas diariamente com o objetivo de confundir os mais distraídos, este é um excelente exemplo da importância da expressão “não confies em tudo que vês na internet”. Infelizmente, já não basta educar as crianças. Parece que jovens e adultos continuam a cair nas armadilhas de entidades incompetentes e menos bem-intencionadas. No fundo, fala-se de um festival que viveu nas redes sociais e que foi destruído nas redes sociais, mas que poderia ser bem mais que isso. É importante ser-se criterioso quando o assunto passa por internet e redes sociais. Nem tudo é real, nem tudo é orgânico. Para os influenciadores, não basta aceitar as campanhas e vestir a camisola. Há que ter em conta que se a publicação for publicitária, deve ser anunciada como tal, caso contrário, há um nível de responsabilidade associado. Quem é que merece mea-culpa neste caso? As figuras públicas que promoveram massivamente este festival sem conhecer o produto ou as pessoas que deixaram de pensar com a sua cabeça e começaram a pensar através de um ecrã? Os likes não são tudo…

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