Parece que ainda agora começou mas no espaço de uma década o pagamento pelo acesso a serviços de música ou streaming de vídeo pode passar à história.

Pelo menos essa é a convicção de uma fatia significativa de consumidores inquiridos pela Xerox.

Tem por hábito ir ao cinema ver um filme? Ou gosta de aceder a uns quantos portais e comprar aí um conjunto de musicas das suas bandas favoritas? E acredita que vai pagar por estes serviços?

Um estudo recente da Xerox dá conta que a necessidade de pagamento em qualquer dos casos poderá ter os dias contados. Ou é, pelo menos isso, que esperam 49 por cento dos consumidores inquiridos no “State of Costumer Service” e que apontam 2025 como data limite para deixar de se pagar serviços de media, independentemente dos canais de transmissão.

Da amostra recolhida, 48% dos inquiridos dizem acreditar que não terão que pagar pelos serviços de informação nos media tradicionais, e 47% estimam que, nos media digitais, onde há difusão exclusiva online, também não existirá um custo para aceder à informação.

Os números são bem diferentes daquela que é a realidade atual em todo o mundo, com 43% dos consumidores a optarem por pagar para ter acesso às plataformas agregadoras dos seus media favoritos (música, filmes, etc).

Um outro dado interessante surge associado à internet tida como a plataforma mais universal. Na realidade, 69% dos utilizadores que responderam ao inquérito prevêm que o acesso à internet seja considerado um “direito básico humano” no espaço temporal de uma década, algo que aliás já tem sido discutido.

Feitas as contas, e partindo da expectativa dos consumidores de que os serviços das plataformas de informação sejam disponibilizados de forma gratuita, importa que as marcas tenham a capacidade de ponderar quais os níveis de serviços adequados aos seus targets e, em especial, quais os canais a disponibilizar para garantir a maior satisfação dos consumidores.

Fonte: Sapo TEK