O primeiro pagamento através de um dispositivo móvel ocorreu em 1997, e foi criado pela Coca Cola quando esta permitiu aos consumidores pagarem a sua Coca Cola enviando uma mensagem de texto à vending machine.

A evolução tecnológica que temos observado nos últimos anos está lentamente a chegar ao setor bancário. Hoje, a maioria dos bancos já tem aplicações móveis que, na sua maioria, permitem consultar saldos de conta, efetuar transferências bancárias, carregar o telemóvel e pagar contas da luz, água ou gás.

Mas será que isto basta? Será que com tantos mecanismos novos de transferência de dinheiro, ou com uma evolução tecnológica tão rápida, não seria já altura de conseguir enviar ou até pedir dinheiro a alguém instantaneamente, através de uma simples mensagem?

 

 

Após a crise financeira de 2008 começaram a surgir no mercado as chamadas FinTechs, do inglês Finance and Technology. As FinTechs são as inovações tecnológicas no setor financeiro, sendo que desde que houve a crise financeira, estas empresas têm vindo a desenvolver mais e melhores soluções relacionadas com os sistemas de pagamentos. Em 2009 surgiu a Bitcoin, a primeira moeda virtual; em 2011 o Starbucks começou a aceitar pagamentos por telemóvel; em 2013, 80% dos gastos dos consumidores norte americanos foram cashless, ou seja, sem dinheiro físico.  Em 2014, a Apple lança o Apple Pay.

Atualmente, na Europa, observa-se o crescimento de várias FinTechs que começam a ter um impacto cada vez maior na vida dos consumidores europeus. Revolut, N26 Bank, Monzo Bank e Starling Bank são nomes que deve manter no ouvido, pois é natural que comece a ouvir falar deles cada vez com mais frequência. Por exemplo, a Revolut, uma FinTech criada em 2015, atingiu recentemente 1,5 milhões de utilizadores à escala global.

A Revolut oferece aos seus clientes uma conta bancária e um cartão de débito, os quais são geridos unicamente através de uma aplicação para telemóvel. Os seus principais clientes são os jovens dos 18 aos 23 anos, que nunca interagiram com um banco e que querem uma experiência bancária que seja tão fácil como utilizar o WhatsApp ou o Instagram. Contudo, outro dos seus segmentos são também as pessoas que viajam muito, uma vez que a aplicação permite converter de forma instantânea e gratuita de uma moeda para outra, à taxa real daquele momento, sem quaisquer comissões. Esta FinTech tem como objetivo ser o banco local global, isto é, possibilitar uma experiência local completa com a vantagem de se poder levar essa experiência para qualquer canto do mundo.

Como é normal, as operações da Revolut ainda se encontram deficitárias, sendo que só durante dois meses é que esta conseguiu que as receitas ultrapassassem os seus custos. Todavia, parece que existem portas abertas ao crescimento da Revolut e de outras FinTechs não só na Europa, mas também no resto do mundo.

 

Fontes: adaptado de Observador e Forbes

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