Uma das maiores ameaças do mercado nacional é a falta de abertura a alianças e fusões estratégicas. O excesso de ambição e egoísmo económico faz com que a visão em funil limite as opções de crescimento de muitas organizações com potencial.

Alianças, fusões e aquisições fazem parte de estratégias de crescimento de organizações que partilham o desejo peculiar de competir num mercado tão dinâmico, aberto e em constante mudança, como é o mercado atual.

Será que estar consciente destas opções, encontrar o parceiro certo e construir um compromisso de alcançar um objetivo comum, unindo capacidades e recursos para alcançar vantagens competitivas, não será o melhor caminho para o crescimento e uma opção segura para negócios que estão ancorados no meio do oceano à espera de ventos favoráveis?

É comum ouvir falar de problemas económicos como origem do insucesso empresarial. Contudo, é a falta de criatividade, inovação e a falta de abertura à entrada de novos parceiros estratégicos que está na origem da queda vertiginosa de determinados negócios. Só os responsáveis pelo insucesso é que não querem assumir isso, e é fácil atribuir culpas à falta de recursos financeiros.

Querer fugir dos concorrentes é outra decisão errada dos gestores. Estes são os melhores parceiros de negócio, já que podem completar o portfólio de soluções ou partilhar conhecimentos valiosos que farão a sua organização apresentar um resultado final mais rico, acrescentando valor. O risco é inerente, mas que decisão na nossa vida não tem risco associado? O medo não pode ser um fator impeditivo.

Assistimos regularmente a alianças estratégicas e aquisições milionárias por parte de grandes multinacionais e empresas de sucesso. Paralelamente também assistimos diariamente a negócios que fecham portas por excesso de conservadorismo e falta de preparação para acompanhar o ritmo frenético dos mercados. Esse fecho origina desperdício de ativos humanos, recursos físicos e conhecimento adquirido que não se recupera facilmente. Felizmente existem outros caminhos a seguir.

Aliar-se a outro profissional ou outra empresa com o objetivo de desenvolver um trabalho específico ou lançar um projeto que não consegue desenvolver eficazmente sem cooperação externa, só pode trazer vantagens. Ambos partilham custos, riscos e benefícios. Este pode ser um processo temporário ou definitivo. Quanto a fusões, que ocorrem quando duas ou mais organizações se juntam numa só, apresentando aglutinação de patrimónios e gerando uma nova face empresarial, são uma mais-valia para marcas que estejam disponíveis para abdicar do seu reconhecimento por uma atualização e renovação do seu plano de ação, criando uma nova empresa.

Por fim, a aquisição tem como objetivo principal a maximização do valor e competitividade da empresa compradora, que se fortalece, sendo uma excelente oportunidade de acelerar o processo de conquista de mercado.

Todos querem ter vantagem competitiva no mercado onde se encontram, mas poucos estão preparados para conseguir.

Artigo de opinião publicado na edição de 11 de Setembro de 2017, no Diário de Aveiro.

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